segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Liquidificador

Um laboratório, um polvo, um cd destruído, uma lembrança, uma nova esperança, uma viagem, um mal estar, uma nova viagem, um toque, um show, um sonho, um sorvete caseiro, uma faxina, a despedida, a espera, a distância, a convocação, o sorriso da Clara, o ciclo, a falta do não, o excesso do sim, o não, a saudade, a falsidade, o inexplicável, os olhos, o sangue, a escolha, o medo da escolha, as perdas, os ganhos, um cd gravado, Deus, a caixinha, o retrovisor, as fotos, o Dile, o DNA, a zona média noroeste, 476km, a sintonia e o sono…

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ai Que Saudade D’ocê

Procura uma imperfeição aí e me conta… estou procurando até agora. Acho que ela deve ter pelo menos algum dente cariado…

 

Badi Assad - “Ai que saudade d’oce” (ao vivo)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Quem ouviu, viu e sentiu não esquece…

Guardanapos de Papel

Milton Nascimento

Composição: Leo Masliah / Carlos Sandroni

Na minha cidade tem poetas, poetas
Que chegam sem tambores nem trombetas
Trombetas e sempre aparecem quando
Menos aguardados, guardados, guardados
Entre livros e sapatos, em baús empoeirados
Saem de recônditos lugares, nos ares, nos ares
Onde vivem com seus pares, seus pares
Seus pares e convivem com fantasmas
Multicores de cores, de cores
Que te pintam as olheiras
E te pedem que não chores
Suas ilusões são repartidas, partidas
Partidas entre mortos e feridas, feridas
Feridas mas resistem com palavras
Confundidas, fundidas, fundidas
Ao seu triste passo lento
Pelas ruas e avenidas
Não desejam glorias nem medalhas, medalhas
Medalhas, se contentam
Com migalhas, migalhas, migalhas
De canções e brincadeiras com seus
Versos dispersos, dispersos
Obcecados pela busca de tesouros submersos
Fazem quatrocentos mil projetos
Projetos, projetos, que jamais são
Alcançados, cansados, cansados nada disso
Importa enquanto eles escrevem, escrevem
Escrevem o que sabem que não sabem
E o que dizem que não devem
Andam pelas ruas os poetas, poetas, poetas
Como se fossem cometas, cometas, cometas
Num estranho céu de estrelas idiotas
E outras e outras
Cujo brilho sem barulho
Veste suas caudas tortas
Na minha cidade tem canetas, canetas, canetas
Esvaindo-se em milhares, milhares, milhares
De palavras retrocedendo-se confusas, confusas
Confusas, em delgados guardanapos
Feito moscas inconclusas
Andam pelas ruas escrevendo e vendo e vendo
Que eles vêem nos vão dizendo, dizendo
E sendo eles poetas de verdade
Enquanto espiam e piram e piram
Não se cansam de falar
Do que eles juram que não viram
Olham para o céu esses poetas, poetas, poetas
Como se fossem lunetas, lunetas, lunáticas
Lançadas ao espaço e ao mundo inteiro
Inteiro, inteiro, fossem vendo pra
Depois voltar pro Rio de Janeiro

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Estão nas Mangas dos Senhores Ministros…

Há cerca de 5 anos ganhei um ingresso para assistir a um show dos Titãs. Como sou da geração dos anos 80 eu curtia muito Titãs, Legião Urbana, Ira e afins, mas nunca tinha assistido a um show dos Titãs ao vivo. Achei o show uma porcaria, o som estava ruim, os caras desafinaram, enfim, saí muito frustrado.

Neste final de ano ganhei um DVD “Titãs – MTV ao vivo” e apenas hoje consegui assistir ao show. Fiquei novamente surpreso, mas agora de forma positiva. O show foi bom, as músicas muito bem escolhidas e, se é que você nunca prestou atenção neste detalhe, Charles Garvin é um ótimo baterista.

Em especial, me chamou a atenção a letra da música “Vossa Excelência”. Por que? Se você acompanha o que acontecia e acontece na política desse nosso país vai entender…

PS: Outra coisa boa: o baixista que acompanha a banda agora é Lee Marcucci (Rita Lee, Radio Taxi e Mutantes).

Titãs – “Vossa Excelência” (ao vivo)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Uma das 50 bandas para ver antes de morrer!

Depois de muito trabalho, estresse e frustrações (óbvio que coisas boas também aconteceram, e não foram poucas) resolvi postar um vídeo de uma banda que tem um som alegre e pra cima: The Flaming Lips. Pelo vídeo você já nota que essa banda de rock alternativo psicodélico (!) tem a diversão e o bom humor como foco. A banda foi formada em Oklahoma (USA) no início da década de 80 e lançou seu primeiro disco em 1985. Digamos que a banda é estilosa e o vocalista Wayne Coyne tem muito bom astral, contribuindo para o show dos caras valerem a pena.

Estou meio sem tempo (para variar!) e gostaria de escrever muito mais sobre os Lips, mas vou resumir: os caras tem originalidade e ousadia. Dentre as firulas do grupo, destaca-se a experiência de fazer um show ao vivo com a platéia utilizando um fone de ouvido (isso mesmo!) além dos amplificadores do palco (a idéia era melhorar a qualidade do som recebido pelo público), e a criação de um álbum com 4 discos (Zaireeka) que foram feitos para serem tocados ao mesmo tempo (!?!).

Como diz minha mãe: vamos agitar, vamos agitar….

 

The Flaming Lips - “Race for the Prize” – Ao vivo no Canadá

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Elvis Presley: 3/4 x 100 !

Se estivesse vivo, ele estaria fazendo 75 anos de vida. Minhas primeiras lembranças desta importante (e polêmica!) figura da história da música mundial vem dos filmes da “Sessão da Tarde”! O cara vivia no Hawaii, de camisa florida, cantando e rodeado de mulheres (bobo ele não e’? :-D).

Bom, para comemorar  vou postar a música que mais curto do Elvis, apresentada ao vivo em 1970 (sempre achei esquisito o termo “comemorar” para o aniversário de alguém que já morreu, bom.. sei lá). Gosto deste vídeo porque a cozinha (baixo e bateria) está mais agressiva e com mais groove do que na versão original.

Se o cara é (foi) o “Rei do Rock” ou não, isso não me interessa! O som é bom, o cara cantava muito e a banda é boa! Então como dizia meu pai: “som na caixa”

:-P

Suspicious Mind – Elvis (1970)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Olha a Polícia….

Este trio inglês formado por Steve Copeland (bateria), Sting (baixo e vocal) e Andy Summers (guitarra) merece respeito e admiração dentro da história do rock. Algumas considerações importantes:

- Steve foi baterista do Curved Air (importante grupo dentro do cenário do rock progressivo inglës)

-Andy Summers enveredou pela linha do Jazz, possuindo álbuns importantes e de ótimo bom gosto. Dentre os bons trabalhos, destaca-se os discos com o guitarrista argentino naturalizado brasileiro Victor Bligione. A maneira de tocar acordes e arpejos de Andy Summers é uma das marcas registradas do som do Police e uma grande lição guitarristas.

-Sting, além de cantar muito bem, tocar baixo e dar aqueles pulinhos no palco, adorava aparecer ao lado do cacique xavante Juruna (lembra?), transformando o cacique em uma celebridade internacional.

PS1: Nossa, acabei de me tocar que este blog acaba de fazer um ano de vida! “Parabéns pra você, nesta data querida, muitas felicidades e muitos anos de vida”.


PS2: Um ótimo 2010 para você!

The Police - “Synchronicity II” – live