domingo, 29 de março de 2020
Stand straight, look me in the eye and say goodbye...
sexta-feira, 27 de março de 2020
Para a minha filha!
Depois de muito tempo sem pegar o violão resolvi tocar minha versão dessa música em homenagem a minha filha. Em época de coronavirus, tantos problemas e uma sobrecarga de trabalho, a saudade está cada vez maior.
Eu tenho um vídeo dela pequena cantando essa maravilhosa obra de Egberto Gismonti junto comigo. Se um dia a Clara autorizar eu posto
Gismonti na minha modéstia opinião é um dos maiores músicos do mundo. Está homenageado inclusive na minha dissertação de Mestrado.
Bom é isso. Te amo filha!
segunda-feira, 23 de março de 2020
Fique em casa e ouça boa música.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2020
Essa tal felicidade
Já rodei todo esse mundo procurando encontrar
Um amor, um bem profundo que eu pudesse realizar
Os meus sonhos de criança, como todo mundo faz
De formar uma família como era dos meus pais
Um amor, um bem profundo que eu pudesse realizar
Os meus sonhos de criança, como todo mundo faz
De formar uma família como era dos meus pais
Mas o tempo foi passando e a coisa mudou
Solidão foi se chegando e se acostumou
Essa tal felicidade, hei de encontrar
Mesmo se eu tiver que procurar, se eu tiver que esperar
Solidão foi se chegando e se acostumou
Essa tal felicidade, hei de encontrar
Mesmo se eu tiver que procurar, se eu tiver que esperar
De uma coisa eu não desisto, sou fiel não abro mão
De ter filhos, ter amigos, companheira e irmãos
Se essa vida é bonita, ela é feita pra sonhar
Mais aumento o meu desejo de afinal te encontrar
Mas o que eu não me acostumo é com a solidão
Um pedaço do seu beijo ou seu coração
Isso já me fortalece me faz delirar
Mesmo que se eu tiver que escolher
Se eu tiver que esperar
Tim Maia
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020
Quatro e meia da manhã
os barulhos do mundo
com passarinhos vermelhos,
são quatro e meia da
manhã,
são sempre
com passarinhos vermelhos,
são quatro e meia da
manhã,
são sempre
quatro e meia da manhã,
e eu escuto
meus amigos:
os lixeiros
e os ladrões
e gatos sonhando com
minhocas,
e minhocas sonhando
os ossos
do meu amor,
e eu não posso dormir
e logo vai amanhecer,
os trabalhadores vão se levantar
e eles vão procurar por mim
no estaleiro e dirão:
“ele tá bêbado de novo”,
mas eu estarei adormecido,
finalmente, no meio das garrafas e
da luz do sol,
toda a escuridão acabada,
os braços abertos como
uma cruz,
os passarinhos vermelhos
voando,
voando,
rosas se abrindo no fumo e
como algo esfaqueado
e cicatrizando,
como 40 páginas de um romance ruim,
um sorriso bem na
minha cara de idiota.
e eu escuto
meus amigos:
os lixeiros
e os ladrões
e gatos sonhando com
minhocas,
e minhocas sonhando
os ossos
do meu amor,
e eu não posso dormir
e logo vai amanhecer,
os trabalhadores vão se levantar
e eles vão procurar por mim
no estaleiro e dirão:
“ele tá bêbado de novo”,
mas eu estarei adormecido,
finalmente, no meio das garrafas e
da luz do sol,
toda a escuridão acabada,
os braços abertos como
uma cruz,
os passarinhos vermelhos
voando,
voando,
rosas se abrindo no fumo e
como algo esfaqueado
e cicatrizando,
como 40 páginas de um romance ruim,
um sorriso bem na
minha cara de idiota.
Charles Bukowski
domingo, 9 de fevereiro de 2020
Ignoro
Ignoro quando choro
Ignoro quando choro
Porque se fosse chorar
Ia chorar sem parar
Te puseram nesta terra
Esqueceram de avisar
Que tá tudo tão travado
Ninguém pode te ajudar
Se o normal é por ai
Abre as portas do hospício
Sabe? Do lado de fora
O sorriso vem com vício
Na cidade rola solto
O que o homem traz no bolso
Muitas vezes não é nada
Então vem a madrugada
De onde ele rouba um pouco
Rouba um pouco deste muito
Que nos roubam todo dia
Prá viver na mordomia
E ninguém faz nada por isso
O que era promessa
Virou compromisso
E ninguém faz nada por isso
Ignoro quando choro
Porque se fosse chorar
Ia chorar sem parar
Te puseram nesta terra
Esqueceram de avisar
Que tá tudo tão travado
Ninguém pode te ajudar
Se o normal é por ai
Abre as portas do hospício
Sabe? Do lado de fora
O sorriso vem com vício
Na cidade rola solto
O que o homem traz no bolso
Muitas vezes não é nada
Então vem a madrugada
De onde ele rouba um pouco
Rouba um pouco deste muito
Que nos roubam todo dia
Prá viver na mordomia
E ninguém faz nada por isso
O que era promessa
Virou compromisso
E ninguém faz nada por isso
Catalau/ Helcio Aguirra
sábado, 8 de fevereiro de 2020
O meu tempo
Agora as pessoas
não sabem morrer
estar doentes
sofrer
ter prazer
tocar-se
dantes também não
(Ó mais nu
e branco dos homens)
não sabem morrer
estar doentes
sofrer
ter prazer
tocar-se
dantes também não
(Ó mais nu
e branco dos homens)
Adília Lopes
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