Pequeno cosmos
Ah, rosas, não, nem frutos, nem rebentos.
Horta e jardim sobejam nestes versos
De consonâncias velhas e bordões.
Navegante dum espaço que rodeio
(Noutra hora diria que infinito),
É por fome de frutos e de rosas
Que a frouxidão da pele ao osso chega.
Assim árido, e leve, me transformo:
Matéria combustível na caldeira
Que as estrelas ateiam onde passo.
Talvez, enfim, o aço apure e faça
Do espelho em que me veja e redefina.
- José Saramago, em "Os poemas possíveis". 3ª ed., Lisboa: Editorial Caminho, 1981.
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
domingo, 4 de setembro de 2016
Eu não existo sem vocÊ
Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos me encaminham pra você
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos me encaminham pra você
Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você
Tom Jobim e Vinícius de Moraes
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
E assim eu transbordo totalmente
Toda boa poesia é o transbordar espontâneo de poderosos sentimentos
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
Sempre, Rosa!
Alongo-me
O rio nasce
toda a vida.
Dá-se
ao mar a alma vivida.
A água amadurecida,
a face
ida.
O rio sempre renasce
A morte é vida.
.
— João Guimarães Rosa, no livro “Ave, palavra". Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985
O rio nasce
toda a vida.
Dá-se
ao mar a alma vivida.
A água amadurecida,
a face
ida.
O rio sempre renasce
A morte é vida.
.
— João Guimarães Rosa, no livro “Ave, palavra". Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
O cabelo está quase lá. Falta o bigodinho, kkk
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
A maldade tem nome e endereço
"Nonada. O diabo não há! É o que eu digo, se for... Existe é homem humano. Travessia."
.
- João Guimarães Rosa, em Grande Sertão: Veredas.
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- João Guimarães Rosa, em Grande Sertão: Veredas.
domingo, 14 de agosto de 2016
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